ELETROCONVULSOTERAPIA (ECT)

A Clínica Mangabeiras dispõe de completa estrutura para a realização de ECT, oferecendo aos pacientes moderna aparelhagem para este procedimento. As sessões são realizadas por médicos psiquiatras e anestesistas altamente experientes, além de uma equipe de enfermagem capacitada e acolhedora. O paciente e seu acompanhante têm um acolhimento humanizado desde a chegada até o momento de deixar a clínica, em total segurança.

HISTÓRICO

Até 1930, havia limitadas opções de tratamentos psiquiátricos disponíveis. A psicoterapia (principalmente, a psicanálise) era o principal método de tratamento para pacientes com transtornos psiquiátricos leves; mas para casos mais graves e severos, que necessitavam de internação, não havia tratamentos efetivos. Somente em 1934, o psiquiatra Ladislas Joseph Von Meduna conduziu os primeiros tratamentos de pacientes esquizofrênicos por meio da convulso terapia com relativo sucesso. Ele utilizava métodos farmacológicos para produzir uma convulsão. Esse método (indução farmacológica de convulsão) foi abandonado por causar diversos efeitos indesejáveis, além da difícil aplicação.

Em 1937, na Itália, Ugo Cerletti e Lucio Bini realizaram o primeiro tratamento convulsivo induzido por eletricidade. Eles observaram que, além de mais eficaz, a Eletroconvulsoterapia (ECT) possuía menos efeitos adversos, ganhando grande disseminação em todo o mundo. A partir da década de 50, com o surgimento dos psicofármacos, uma alternativa mais simples e segura de tratamento, o uso da ECT começou a decair. Além disso, o tratamento começou a ser objeto de propaganda negativa na mídia e no cinema. A imagem sensacionalista da ECT como um tratamento desumano e cruel pode ser bem demonstrada no filme "Um estranho no Ninho" (One Flew Over the Cucoo's Nest) e no filme "Bicho de Sete Cabeças", que coloca a ECT como um "método de tortura" e de "controle comportamental" usado por psiquiatras. Porém, a despeito da propaganda negativa, a ECT continua sendo reconhecida pela comunidade médica como um tratamento comprovadamente eficaz e que pode salvar vidas em pacientes cujos outros tratamentos tiveram pouco ou nenhum efeito. Além disso, a técnica de administração da ECT tem pouca semelhança com a utilizada nos primórdios do tratamento. As principais inovações incluem o uso de anestesia, a oxigenação, o relaxamento muscular, a monitorização e a individualização da carga e posicionamento dos eletrodos. Essas inovações, com base em extensas pesquisas conduzidas nos últimos anos, têm servido para fazer este tratamento mais eficaz, seguro e com menos efeitos colaterais para os pacientes que o recebem. Elas também pavimentaram o caminho para o desenvolvimento de outras técnicas de estimulação cerebral como a estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr) e estimulação elétrica transcraniana (Etcc).

INDICAÇÕES

O tratamento é indicado em diversos quadros neuropsiquiátricos como: depressão refratária, transtorno bipolar (mania e depressão), catatonia, esquizofrenia, transtorno esquizoafetivo, síndrome neuroléptica maligna, epilepsia refratária e doença de Parkinson. Além disso, a ECT é indicada em situações clínicas nas quais o risco à vida é iminente, como em quadros depressivos graves e em situações clínicas especiais (exemplos: gestação e nas alterações do comportamento associadas a condições neuropsiquiátricas, como na demência ou no retardo mental). Antes de realizar o procedimento, o paciente deve passar por uma avaliação psiquiátrica para assegurar a correta indicação do procedimento.

MITOS SOBRE A ECT

1. A ECT provocaria dano cerebral ("queimaria neurônios").

2. A ECT funcionaria apagando a memória do paciente ("limpando o Winchester").


As duas afirmativas são falsas. A ECT não provoca nenhum tipo de lesão cerebral, pelo contrário, um dos principais efeitos da ECT é promover a estimulação neuronal através do aumento de neuropeptídios, como o BDNF (Brain Derivated Neurotrofic Factor), induzindo crescimento e plasticidade neuronal em diversas áreas do cérebro que estão fortemente relacionadas com os transtornos psiquiátricos. Também se sabe que a amnésia que ocorre durante o tratamento não é consequência de algum tipo de dano cerebral, mas sim de uma alteração funcional transitória de regiões responsáveis pela memória (ex.: hipocampo) e que, a resposta ao tratamento não está relacionada com "perda de memória".

COMO ENCAMINHAR UM PACIENTE PARA O TRATAMENTO

Para a realização do tratamento é necessário que o paciente agende uma consulta pré-ECT. A consulta será realizada por um psiquiatra da equipe de ECT da Clínica Mangabeiras, que avaliará a indicação do procedimento e as condições clínicas do paciente para ser submetido ao mesmo. A consulta também serve para orientar e esclarecer as dúvidas dos pacientes e familiares sobre o tratamento. Durante todo o curso do tratamento, o paciente deverá continuar sendo acompanhado pelo seu médico assistente responsável pelo encaminhamento. A equipe de ECT da Clínica Mangabeiras tem vasta experiência profissional com formação nos principais centros de treinamento e pesquisa na área de Eletroconvulsoterapia oferecendo o que há de mais moderno e atual nesse tratamento.

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Acolhimento humanizado
e seguro para o tratamento com ELETROCONVULSOTERAPIA (ECT)